Depois de tanto tempo…
25 abr 2012 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:6 meses, creche, crescimento do bebê, papinha
Momento mea culpa… Vinha pensando em como abandonei o blog.
Na verdade os projetos e tarefas começaram a se acumular e escrever ficou em segunda, terceira, quarta prioridade…. e assim por diante. Então vamos aos quicks updates:
- Victor tem mais de 7 kg, 64 cm, 6 meses e meio. Ele senta, rola, ri muito, dá micro gargalhadas e enche meu dia!

- Começou a comer frutinhas e adora, especialmente mamão, pêra e cáqui! Também já toma as sopinhas… Chega a comer 100 ml (e uns 50 devem ficar no babeiro, certamente!!).

- Começou na escolinha na semana passada e se adaptou super bem. Dormiu, comeu, brincou e riu. Agora ficamos juntos todas as manhãs e ele fica na escolinha das 13:00 às 18:30. EU também fiquei bem, mas confesso que dei uma choradinha no primeiro dia, umas horas antes de irmos pra creche. Depois, poeira batida, coração recuperado.
Esse período de vida dele é mágico. Simplesmente mágico. Porque ele sorri, interage, brinca com a gente, além de: ficar no carrinho, ficar no bebê-conforto, tudo aquilo que ele não fazia antes! Estou muito feliz!
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Meu filhote querido!
Tu já tem meio ano de vida e ultimamente parece que o tempo tem voado… A gente já não passa mais o dia todo juntos, mas tu sempre me recebe tranquilo e sorridente quando te busco na creche. Começamos a ter nossos compromissos individuais e separados, e acho que está sendo bom para nós dois. Por isso o tempo que passamos juntos é de brincadeiras, de risadas, de afagos mil… e infelizmente voa! Parece até um pouco estranho dizer isso, mas eu sinto falta dos dias que a gente ainda nem viveu. Porque a gente já teve períodos bem difíceis, lá no início, quando parecia que não íamos conseguir acertar o passo de um e de outro. Tu tinha fome, mas não tinha paciência de aprender a mamar. Depois tu tinha cólica, porém eu não sabia o que fazer pra passar aquela dor. Daí eu chorava de um lado e tu do outro.
E aos pouquinhos eu te vi crescer, começar a ir no colo de outras pessoas, distribuir sorrisos, aceitar e gosta de andar no carrinho, parar de brigar com o bebê-conforto e passar a pegar no sono nos passeios de carro.
Tu foi amadurecendo e se adaptando ao mundo. E eu fui me adaptando a ti e crescendo como mãe. Por isso já sinto a passagem do tempo, vendo o quanto vou sentir falta desse período em que tu é pitico, cabe no meu colo e fica nele com prazer. Porque eu sei que isso vai passar. E tu vai querer desbravar o mundo engatinhando e depois andando. E eu vou ter orgulho de cada conquista!
Mas – por enquanto – vamos tentar não crescer tão rápido, né? Preciso demais desses momentos íntimos e gostosos de te acalentar no colinho, beijar tuas bochechas gordinhas e receber sorrisões desdentados.
Da tua mamãe boba, com amor,
Bia
Tudo passa, tudo sempre passará
07 fev 2012 2 Comentários
em Uncategorized Tags:baby blues, cólicas, crises, desenvolvimento do bebê, loteria, sono do bebê
Naquele desespero dos primeiros meses do pequeno, eu perguntava pra amigas minhas que são mães (e também pra mães que acabaram se tornando minhas amigas) se a crise “passava”. A tal crise que eu chamei de “período de experiência” dos pais e bebê.
Dava a impressão de que seriam cólicas eternas, baby blues, noites altamente insones e tudo mais que vem no pacote “hello, sou um bebê que recém chegou ao mundo e minha única forma de comunicação é o choro”.
E hoje eu escrevo pras mulheres que querem ser mães, para as que estão em processo de (leia-se gravidinhas de plantão) e para quem mais possa interessar.
Mentalizem essa mágica palavra comigo: PASSA. Tudo passa. Tudo – por mais difícil que seja – eventualmente passa.
- Dificuldade de amamentação PASSA.
O Victor brigou com a teta quase o primeiro mês inteiro e hoje mama – feliz e contente – em livre demanda. Eu só precisei relaxar os ombros, os braços e a mente. E aprender a segurar o peito na boca do meu voraz e apressado gulosinho, que se irritava cada vez que perdia o bico do seio.
- Cólica
PASSA.
O exato “como” eu não sei dizer, mas que passa, ah, passa! Thanks God! Porque eu quase pirei em tentativas que iam de funchicórea a Tummy Tub, bolsinha de água quente a massagens intestinais que apertavam a barriguinha dele e a abstinência de qualquer produto derivado do leite de vaca. Mas no fim…o que valeu foi o que o “senso comum” (leia-se: as vós, bisas, a vizinha, a caixa do supermercado…) diziam: “Ah, chegando aos 3 meses isso passa!”
- Chororô sem fim
PASSA.
Conforme a gente vai ficando mais eficiente em reconhecer os tipos de choro, eles também economizam a quantidade de lágrimas porque sabem que vão ser atendidos. E coisas que antes podiam ser assustadoras (como banho) acabam se tornando propícias para desbravar o mundo, realizar corajosamente suas próprias descobertas.
- Sono (leia-se: olheiras de zumbi e noites picotadas sem nem “ter tempo de sonhar”)
PASSA.
Mas essa é a mais polêmica, porque é uma loteria. Tem bebês que dormem pouco OU acordam muito OU não querem dormir no berço OU tudo-isso-junto. Mas o fato é que a gente se adapta. Já não ficamos mais bocejando o dia inteiro e já se consegue “funcionar” com apenas 4 ou 5 horas de sono. E – óbvio – se comemora cada minutinho a mais que se ganha na batalha do sono!!
No fim, passada essa puxada fase de adaptação, ficam os olhares de carinho, de lealdade, de embevecimento que trocamos durante o dia todo, as dobrinhas gostosas das pernas e dos braços, o olhar curioso a cada nova descoberta, os gritinhos de felicidade e conversinhas indecifráveis e o sorriso. Ah, eu poderia ficar o dia inteiro vendo o Victor sorrir pra mim! Eu sou invadida por uma felicidade tão plena e deliciosa ao olhar praquela boquinha banguela escancaradona!
Vale, sim, muito a pena passar pelo ruim, pelo difícil e pelo cansativo para ter a incrível oportunidade de conhecer dia após dia quem é esse mini humaninho que veio integrar minha família e mudar minha vida pra sempre!
90 dias do bebê – Período de experiência dos pais
26 jan 2012 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:3 meses, adaptação com a chegada do bebê, aprender a ser mãe, lado B da maternidade
Filhotinho completou 3 meses e a minha velha veia de profissional de RH se botou a matutar sobre esses 90 dias de “experiência” na vida dos pais e do bebê. No Brasil, via de regra, todas as empresas adotam o contrato de trabalho que possui os 90 dias de experiência. Nesse período se consegue começar a conhecer melhor alguns traços de personalidade do funcionário, adaptação ao clima da empresa, capacidade de resposta às exigências, ritmo, enfim. A gente sai daquele mundo colorido e bonitinho do discurso de experiências passadas e comprova – na prática – se a pessoa se adapta ao cargo. É uma pressão, com certeza, mas fica explícito que essa é a hora de se “mostrar a que veio”.
Mas ninguém nunca me falou que passamos pelo mesmo tipo de “probation” como pais. Esses primeiros 90 dias são de uma carga tão intensa de adaptação, que ao final do período, eu francamente nem me lembro da pessoa que eu era antes do Victor nascer. Eu fui testada das mais diferentes maneiras, desde a paciência até o condicionamento físico (sem esquecer da libido… Ou o que restou dela!). Mas nesses 90 dias eu:
- descobri que posso “funcionar” relativamente bem com apenas 4 ou 5 horas de sono por noite.
- aprendi a comer as refeições em parcelas de tempo, ou com uma mão só, ou com um bebê no sling.
- passei a considerar um alto luxo poder tomar banho E passar creme no corpo E secar o cabelo.
- comprovei que – de fato – por mais que eu leia todos os resultados do Google ou os melhores blogs de mães, AINDA ASSIM não tem receita de bolo pra criar um filho. Buscar as melhores alternativas é um trabalho non stop, 24 horas por dia, 7 dias da semana.
- e que “mãe” é um cargo muito mais trabalhoso do que a job description que eu tinha idealizado (romanticamente) na minha cabeça.
Ou seja, pude ter um preview do que pode e provavelmente vai ser a nossa vida juntos. Algumas coisas estão correspondendo às minhas expectativas, outras, não. Eu cedo em coisas que me imaginava firme, mas também me vejo rígida com fatores que antes nem achava tão importantes. E eu me reinvento diariamente pra lidar com o gênio do meu filhote, que desde bem cedo me mostra com veemência aquilo que odeia ou que é inaceitável. E quando o odiado por ele é o necessário ou o correto pra mim (como ficar sentado no bebê-conforto nas viagens de carro, por exemplo), eu tenho que ter a calma pra aguentar o choro e a persistência de não me deixar influenciar pelo estresse que isso me causa.
O fato é que – diferente do contrato de experiência – não existe a possibilidade de a gente finalizar o vínculo (ainda bem!!), é uma relação pra sempre. E é exatamente esse “pra sempre” que me faz pensar em ser cada dia melhor, em seguir buscando táticas de educação e de bem-viver com esse novo serzinho que veio integrar minha família. E não tem aumento, bônus ou participação nos lucros que se compare àquele olhar apaixonado que ele me dá a cada mamada, àquele sorriso que vai se formando até deixar o peito escapar da boquinha, pra em seguida se transformar num monólogo de balbucios docilmente indecifráveis. Indubitavelmente é o melhor “emprego” que já tive.
Pausa para as festas
13 jan 2012 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:baby einstein, festas com bebê, fim de ano
Se Dezembro já era um mês que voava na minha vida pré-baby, imagina agora. No fundo eu sabia que ia ser bem diferente de qualquer outro ano, só não sabia como. Eis os resultados.
Festa # 1: batizado – 18/12
Victor chorou em diversos momentos da cerimônia, exceto na temida hora da água na cabeça. Vai entender… No almoço de comemoração ficou parte acordado e parte dormindo, além da parte “acordado-e-chorando”, of course! Eu diria que ficou dentro do esperado.
Festa # 2: Natal
Essa eu achei que ia tirar de letra. Pouca gente, feita aqui em casa mesmo, cada um trazendo uma coisa. A gente só precisava fazer arroz e uma salada. O resto o pessoal ia trazer.
E foi um caos! Ele chorou quase o dia todo, fizemos a “comida” em 5.000 parcelas entre um colo e outro. Eram 20:00 e eu estava exausta e com o humor em frangalhos. Detalhe: a festa nem tinha começado, mas Baby Noel tinha finalmente ido dormir.
Então meu primeiro Natal com o Victor acabou sendo SEM o Victor. Ele dormiu a festa toda, o que obviamente me possibilitou saborear a ceia toda usando as DUAS mãos (pensa no loosho disso!). Só acordou na hora da sobremesa, mas só pra mamada mesmo. A festa foi gostosa, mas tudo diferente. Primeiro porque eu estava me sentindo praticamente uma americana, com casaquinho a postos, tamanho o frio da noite chuvosa (e olha que o Natal é sempre um dos dias mais quentes em Porto Alegre!). Segundo porque era meu primeiro Natal com bebê. Terceiro: porque não teve bebê na festa. Capotou tão abruptamente que sequer tive coragem de trocar a roupa e botar a “farda natalina”. Tem nem foto do pitoco na festa.
Eu só consegui curtir meu Baby Noel no dia seguinte, com direito a brincar com os presentinhos de Natal, de bicho de pelúcia a Baby Einstein. E – claro – nesse dia ele tava um doce. E eu – um bagaço. Ali eu me dei conta que o melhor era esperar o horror dos horrores no Réveillon (que tem festerê, fogos a mil, barulhos…), pois daí não me frustaria.
Festa # 3: Réveillon
Eu pensei e repensei 5.000 vezes se ia pra praia na virada de ano, sabendo do foguetório insano que sempre tem por lá. Mas essa é a minha tradição. Sempre passamos o Réveillon na praia, junto da familiarada. Parece que não tem graça estar na cidade e dar Feliz Ano Novo pro Jô e pro Vi apenas, ao contrário das 30 pessoas que normalmente celebram com a gente no condomínio da praia.
Fomos pra praia. O tempo se armou de uma maneira, que eu senti que a noite ia ser punk! Choveu horrores, faltou luz, teve vendaval e chegou a destelhar o telhado da casa (dava pra ver as estrelas quando se ia ao banheiro!!). O pitoco teve cólica e chorou por quase 1 hora.
E aí, quando a gente acha que já sacou tudo, percebe que ainda não entende nada. Com a crise de cólica, tive certeza de que teria uma noite infernal. Que nada! Às 21:30 o Victor se acalmou e dormiu…até às 2:30!! Passou por barulheira de vendaval, por fogos de artifício, pelos gritos de “Feliz Ano Novo” all over the place e pelo vizinho da frente escutando “Ai, se eu te pego”. Zen. Ferradinho no sono. Dormindinho em paz. E eu comendo minha ceia à luz de velas, novamente com as 2 mãos!
Mamãe neurótica abraçava umas 3 pessoas e voltava pra olhar a cria. Não queria que meu bebê entrasse o ano chorando abandonado, sozinho, já que a babá eletrônica ficou em casa. Mamãe e papai sentaram-se à beira do bercinho desmontável e desejaram tudo de mais maravilhoso no novo ano do filhotinho. E eu agradeci silenciosamente por ele estar aqui e ter mudado completamente a minha vida. Pra sempre. Muitas vezes é um caos total e um cansaço desumano, mas o mundo simplesmente não faz mais sentido sem o Victor estando nele.
Então, gente amiga, meu desejo pra 2012 é que eu possa aproveitar as festas com meu filhote, mesmo que “aproveitar” agora signifique: ouvir choro, manha, não ter tempo pra comer direito, distrair o bebê e correr atrás de um rapazinho que, em Dezembro próximo, certamente vais estar andando. E vai ser maravilhoso!
O quarto do filho
15 dez 2011 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:decoração de quarto de menino, economia, gravidez, planejamento
Uma das coisas mais legais da gestação foi poder planejar os detalhes “materiais”, como roupas, chá de bebê, muambas do exterior pra encomendar e – claro – a decoração do quarto do Victor.
Quando soubemos que era menino, começou meu martírio, porque – como todos sabem – o mercado oferece sempre o triplo de opções para meninas.
Cá entre nós, eu sempre fui fã do estilo cuti-cuti: laços, frufrus, babados, lá lá lá. E comofaz quando o bebê é guri? Pesquisei ideias e vi que os temas eram meio limitados: carrinhos, esportes, bichos… Pensando no bolso, abri mão de imediato dessa coisa de ter tudo combinandinho, porque quando troca um item, tem que trocar tudo pra ficar harmônico. Pela mesma razão quis fugir de tudo que era muito bebezildo. Poxa, já que vamos gastar, que seja numa decoração que acompanhe o gosto de um menininho de uns 4, 5 anos também!
Eu logo percebi que não queria nada muito cuti-cuti pro quarto do Vi. Pode ser machismo (I don’t care); simplesmente parecia que não combinava com o bebê na minha barriga. Fugi dos tons pastéis, do branquinho, dos bordados.
Pois bem… O que eu tinha de antemão era um quarto pequenino, de pé direito bem alto, com um gigante sofá-cama branco de couro (que serve de local pra amamentação), um aparador de madeira (herança do pai) e o berço que ganhei do priminho do Victor, o Rick.
Optei por uma parede azul oceano e por outra café-com-leite. Decidi investir em móveis aéreos pra não atrolhar o quarto sem necessidade, além de uma cômoda que também serviria de trocador. Claro que nas lojas de bebê não tinha naaaada disso, então pesquisei direto em fábrica de móveis. Minha escolha foi pela Fábrica de Móveis Santa Cecília, que em preços imbatíveis e móveis confiáveis. Como encomendei tudo branco, troquei os puxadores por uns de madeira – de bichinhos variados – comprados na Puxadores & Cia.
Busquei a torto e a direito uma barrinha de papel de parede (na verdade, o nome é wall border) e não me encantei com nada. Com os tecidos pra cortina, a mesma coisa. Parecia tudo mais do mesmo. Até que eu descobri um site fantástico e encontrei tudo o que eu sonhava e mais um pouco, o Maternity and Baby Shopping Mart.
De lá encomendei a barra de papel de parede, cortina, 3 quadrinhos e o kit de adesivos (89 figuras pra decorar a parede!!). A compra deu mais de 99 dólares, então ainda peguei a promoção de frete grátis. Tive a sorte da minha amiga Fog estar viajando pros Estados Unidos e receber as muambitas no hotel dela. Mas ele entregam no mundo todo.
E o resultado foi esse aqui:
O saldo foi bem positivo! De móveis devo ter gasto uns R$ 3.500. Nos artigos importados, uns R$ 250. Os puxadores que foram mais carinhos, totalizando quase R$ 200.
Bom, fica a dica de uma mãe bem chatinha, que não queria nada muito “mais do mesmo” ou cuti-cuti e que pesquisou referências em tudo quanto foi lugar. Esper que ajude quem está na mesma situação!
Dois
13 dez 2011 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:2 meses, desenvolvimento do bebê, mesversário, relação mãe-bebê, simbiose
Semana passada meu filhote fez 2 meses. Quando comparo com as fotos de 1 mês atrás, me impressiono com as diferenças.
Além de estar mais comprido e mais pesado (ao menos uns 2,5 kg de bochechas), também está mais alerta, ligado no mundo e nas pessoas. Tanto que começou a estranhar um monte de gente e de “colos”, ficando extremamente seletivo com quem “não é a mamãe”.
Já sorri espontaneamente. É a coisa mais linda de ver: aquela boca desdentada abertona, numa faceirice só. Mas ele escolhe muito bem os momentos de sorrir. Não é pra qualquer coisa, não!
Cada vez “conversa” mais, seja com pessoas, bichos de pelúcia, com a teta amada de todos os dias… Uma coisa é certa: o rapaz é falante como a mãe!
Está ganhando aquelas formas de bebê Johnson, rolicinho, “trabalhado” nas dobras.
Está cada vez mais ativo e participativo, ficando mais horas acordado, doido pra “ver o mundo”.
E de repente eu comecei a pensar sobre o número 2 (trocadilhos infames, GO AWAY!).
Dois é estar sempre acompanhado.
É uma relação.
É uma dupla, díade, casal, par.
É união.
É troca.
É parceria
É dependência.
É ter um universo inteiro de ideias e possibilidades junto a outro universo que – indubitavelmente – será diferente do primeiro.
É simbiose.
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Meu Victor amado,
Hoje somos 2. Por mais que se tenha tantas pessoas amadas e especiais à nossa volta (a começar pelo papai), teu mundo ainda é – basicamente – composto só por nós dois. Mais ou menos como o Pequeno Príncipe e a rosinha no seu planeta especial.
Eu sou tua fonte de alimento, de amor, de acolhida, de chamego, de segurança, de cuidado, de conforto, de mimo.
E embora seja um tanto desgastante ter alguém dependendo de mim 24 horas, 7 dias por semana, também é muito gratificante. Cada vez me pego mais feliz e extasiada de fazer parte dessa dupla que cresce e aprende dia a dia. Hoje eu já consigo perceber que um dia essa fase vai passar e tu vai descobrir um mundo todo de encantos além de mim. E eu vou sentir falta desse grude, esse mesmo que às vezes não me deixa comer, tomar banho, ir ao banheiro e (quase sempre) me impede de dormir de verdade…
Mas, por ora, vamos curtir bastante essa tal simbiose?
Beijos apertados nessas bochechas lindas,
Mamãe
Fui dar uma volta
07 dez 2011 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:independência emocional, intimidade da mãe, maternidade real
Filho,
Hoje eu fui dar uma volta. Sem carrinho, sem canguru, sem sling. Sem ti. Foi a primeira caminhada que eu dei sem que tu estivesse junto nesses quase 2 meses de convivência.
Parecia até que tu sabia da minha intenção, pois só se rendeu ao sono às 11:40, quase na hora do almoço, 40 graus à sombra. Mesmo assim, não me rendi. Confiei no leite congelado e na moça que nos ajuda em casa e parti na minha prosaica aventura de caminhar até o caixa 24 horas, sacar dinheiro e voltar.
Foi uma coisica de nada, menos de uma hora, mas foi tão libertador, filho. Eu finalmente estava fazendo uma coisa sozinha e só pra mim. Até estiquei o passeio, fui à farmácia, comprei picolé. Andei tão feliz rua afora, me sentindo independente, mais ou menos como se de novo eu tivesse 10 anos, quando ganhei permissão pra ir sozinha de ônibus pra escola. E nessa hora do passeio – confesso – pensei de fato só em mim. Curti o dia bonito, falei com uma amiga, observei o trânsito. Não liguei pra casa, pois sabia que se tivesse algum problema meu telefone ia tocar.
Quando cheguei, lá estava tu, só de fralda, embalado no colo. Acordou pouco depois que eu saí, foi o que soube. Chorou, suou todo, se retorceu. Tudo aquilo que nós dois já conhecemos bem.
Eu te peguei sem culpa. Sem lágrimas nos olhos. Sem pedir desculpa. Apenas te olhei no fundão desse azul cinzento profundo e falei: “Viu só? Eu te disse que voltava, que não ia te abandonar.” E tasquei um beijão na tua bochecha macia e gordinha.
Tu pediu mamá e eu te dei. Te ouvi arrotar e já te pus no carrinho, porque nessa hora eu estava com fome. E tu ficou ali acordadão, todo fofo-falante, enquanto eu conseguia comer na hora em que eu tinha fome.
Talvez tu nem tenha percebido, do alto de teus quase 60 dias de convivência extra-uterina, o quanto isso foi extraordinário. Libertador. Vitorioso. Porque eu preciso ter uma vida além da tua existência. Eu preciso ser EU mesma pra poder ser uma boa mãe. Eu realmente não consigo ser apenas mãe. E duvido que algum dia tu tenha essa expectativa. Até porque tu logo vai entender que também precisa ter uma vida externa a mim e ao papai. Uma vida cheia de preciosidades só tuas.
E certamente vou ser eu a choramingar – em anos adiante – que tu não divide tudo comigo, que eu quero saber tudo (como boa mãe neurótica). Não te preocupa. Pode me olhar bem fundo nos olhos e dizer que nunca vai me abandonar. E eu vou sobreviver. Assim como tu bravamente fez hoje.
Beijos orgulhosos e agradecidos da tua mamãe
Dos pequenos lutos que a gente faz
30 nov 2011 2 Comentários
em Uncategorized Tags:bebê da Globo, cólicas do bebê, expectativas, lado B da maternidade, lutos, sono
Na volta da praia e do break que tirei da minha realidade, eu chorei.
Chorei porque estava deixando aquele dia-a-dia gostoso de conviver só com minha mãe e meu filho. Daquela presença apaziguadora e amiga pras horas de cólica, choros, pra rir das gracinhas, pra falar de bobagens enquanto o pequeno dormia. Enfim, os pequenos lutos aqui e acolá.
De repente me peguei pensando – e assim eu fiquei toda a semana passada – nos lutos da maternidade. No lado B de ser mãe. Das coisas que me fazem falta ou que eu esperava que fossem ser diferentes.
Eu me ressinto de dormir tão pouco. Sinto uma falta tremenda de poder programar quantas horas eu iria dormir. E embora eu soubesse que, sim, bebês e crianças acordam à noite, confesso que não imaginava que acordaria à uma e voltaria a dormir às duas, pra depois acordar às quatro/quatro e meia e ir dormir às seis pra acordar às sete!!
Também é difícil de me acostumar a ter micro janelas (migalhas) de tempo pra mim e ter que decidir entre banho, banheiro, soneca, Internet, telefone, tv, lanchinho… Coisas como depilação, manicure ou dar uma caminhada viram extremamente complexas e exigem uma logística absurda, então acabam não sendo feitas. Sinto uma falta gigantesca desses cuidadinhos COMIGO.
Outra perda que tive foi em relação ao meu corpo. Desde a gelequenta barriga que me encara no espelho diariamente até a interdição das áreas de “lazer”. Os seios estão indefinidamente “emprestados” pra amamentação do filhote. Além de vazarem direto, quando os bicos são estimulados chegam a dar uma pressãozinha interna e eu literalmente consigo sentir o leite “descendo”. Sem falar no terror do ressecamento! Por sorte, ainda tenho uma libido parecidinha com a que eu tinha antes de ser mãe. Então, quando finalmente sobra um tempinho (que não é utilizado pra comer ou capotar de sono), eu parto sedenta e feliz pro ataque ( até porque aguentar todaaaa a quarentena foi punk!). Minha mente diz “sim”, meu corpo diz “sim”, louco pra se esbaldar de prazer. Parece tudo igual, finalmente… E cadê a lubrificação?? De repente me vem a Madonna à mente, pois lá estou eu “Like a virgin”. Not in a good way ;-( . Ah, eu sinto falta do sexo relaxado, frouxo e frequente que eu fazia…
Mas eu diria que o maior luto é em relação ao bebê da minha cabeça, aquele que eu achei que teria. Que eu imaginava mais calmo, com beeeeem menos cólicas e com mais horas de sono. Que tinha um quê de bebê da Globo, confesso. Daqueles que se pode pôr no carrinho após a mamada da manhã e tomar o café da manhã sossegada, porque ele não se entedia tãooo rápido assim. Ahan, Cláudia. Senta lá. Eu faço um luto pelo inesperado das cólicas, pelo refluxo que me obriga a segurá-lo na vertical por mais 15 ou 20 minutos após cada mamada, pelo gênio forte. Porque cada troca de fralda é um mistério. Depende do humor dele. Pode ser tranquila e cheia de conversa com os bichinhos pendurados no trocador ou pode ser “das trevas”, com berros ao estilo “pais desnaturados, por que me judiam dessa maneira tão cruel?”.
Enfim, gente. Esse é um post bem do lado B, que faz a gente ter receio de virar o disco pra escutar porque sabe que pode não gostar da música. Um pouco amargo de escrever e de ler, mas um alívio de poder “tirar de dentro de mim”.
Porque, no fim das contas, tudo na vida são perdas e ganhos. Custo x benefício. Malditos contos de fada e filminhos da Sessão da Tarde, com seus corriqueiros finais felizes a nos iludir.
Agora bora dormir porque já nasce um novo dia, em que eu provavelmente vou me encantar com mais umas 1.000 fofices do meu filhote e até achar exageradas todas essas minhas reclamações. Simplesmente porque a vida é assim.
Pequena pausa nas palavras
17 nov 2011 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:apego, desenvolvimento do bebê, intimidade, praia, rotina do bebê, vida pós-filhos
Esse pequeno silêncio dos últimos dias se deve ao fato de que eu e o Victor estamos vivendo nosso primeiro feriadãoZÃO! Viemos pra praia na sexta passada pro feriado de 15 de Novembro e vamos ficar até o domingo dia 20
.
Claro que isso exigiu adaptação ao local, deu uma certa mudança de horários e rotinas, o que me afastou um pouquinho da atividade de escrever sobre cada cuspe do meu bebezildo. Mas está sendo muito legal!
O pequeno está tendo a experiência de conviver bem de perto com a minha mãe, além de ter interagido bastante com meus dindos e minha Cousin, que são uma extensão essencial da minha família primária. E eu, morando tão longe, sinto falta de estar mais próxima de tanta gente que amo. Mas até o pequeno se adaptar ao ambiente, tivemos muito choro na madrugada e muita slingada pra confortar o bebê. Pude também perceber um bocado de coisas sobre ele nesses dias que passaram, como:
A curiosidade – Victor cada vez fica mais curioso e atento a tudo que tem ao seu redor. Mesmo quando eu o deixo de frente pra uma parede branca, ele olha intrigado, percebendo que o material e o “modelo” da parede diferem das lá de casa. Balança e vira a cabecinha com tamanha força que muitas vezes acaba batendo contra o meu queixo. Tudo em nome da ciência! Learning something new every day!
Perdendo o medo – Começou a gostar de ficar pelado na hora de trocar fralda. Já não se sente mais desprotegido. Agora, dificilmente chora. Parece estar curtindo, inclusive. Engata numa conversinha, olhando tudo ao redor.
O apego – Já percebeu que tem uma única fornecedora de mamá, que atende exclusivamente, com dedicação “24 x 7″. E isso fez as ações de mamãe subirem na bolsa de valores! Demonstra preferir meu colo ao dos outros ( o que deve deixar papai um tanto chateado…). Eu – abusadinha como sempre – me sinto em êxtase quando o pego chorando e digo: “pronto, pronto; a mamãe tá aqui!” e ele pára de chorar, com o rostinho bem grudado no meu. #naotempreco
Enfim… Período de praia tá sendo uma quebra na rotina pra nós dois. Ter os mimos e carinhos da minha mãe diariamente é maravilhoso. Me faz lembrar da minha vida pré-Victor, pré-mamãe. Nesses dias que passamos aqui, consegui algumas proezas que me encheram a alma e me deram novo fôlego. Eu passeei no centro, comprei sapatos em promoção, comprei um livro ( e já li várias páginas!!). Gente, eu tomei sol. Olha o luxo!!
A verdade é que eu me senti EU de novo. Não a mãe do Victor (título que eu orgulhosamente ostento), mas aquela pessoa/indivíduA que eu sempre conheci. Aquela que existe e tem vontades e manias, independente de marido, pai, mãe, filho. Que faz suas bizarrices entre 4 paredes, naquilo que eu deliciosamente chamo de intimidade. A gente perde bastante disso depois que se tem um bebê. Tem que lutar, batalhar pra não se deixar de lado e simplesmente assumir o crachá “mamãe”. É bom demais ser mãe. É uma experiência quase surreal tamanha a intensidade do amor e da magia de se estar com o filho nos braços. Mas também é bom demais quando ele dorme e eu posso ler um livrinho, deitar ao sol, jogar conversa fora, teclar no Blackberry Messenger e checar os updates no Face: tudoaomesmotempo – como eu SEMPRE fiz.
O primeiro
09 nov 2011 2 Comentários
em Novembro, Uncategorized Tags:1 mês, crescimento do bebê, mesversário, rotina de mãe, sentimentos da mãe
Filho,
Hoje esse post é pra ti. Não apenas sobre ti.
Hoje é um dia de celebrar “primeiras vezes”.
Tu é meu primeiro filho. Meu tão esperado e sonhado bebê. E também é o primeiro neto. E o primeiro afilhado-neto (algo que, pra mim, é importantíssimo, tu logo vai compreender). O mais babado-bajulado-fotografado-mimado.
E hoje é teu primeiro mesversário nesse mundo maluco tão diferente e novo pra ti. Foi um período de intensas descobertas e experiências pra mim, pra ti e pro papai. Parei pra pensar no “saldo” desses 30 dias e o resultado seria algo como:
850 gramas das quais 200 foram pras bochechas e 4 ,5 centímetros adquiridos.
300 fraldas trocadas (dessas, umas 40 devem ter vazado :-s ).
10 jatos “surpresa” de xixi.
2 cocôs a jato (que papai carinhosamente apelidou de “Metralhadora Fecal”).
285 mamadas (uma mais gostosa que a outra).
20 vomitinhos e “queijinhos”.
40 crises de cólica (mas que pra mim – certamente – pareceram 400).
2 diagnósticos: Refluxo e APLV (ainda sem total confirmação, mas que me fez mudar toda a minha alimentação, segura e certeira do que estou fazendo).
50 sorrisos involuntários distribuídos durante o mamá ou no decorrer do teu soninho.
Victor, desde o teu nascimento, meu sono nunca mais foi o mesmo. Nem minhas refeições, desde o cardápio até a agilidade pra engolir a comida feito o Shrek mastigar o que eu tô comendo. Eu ganhei preocupações que antes não existiam e o meu coração se viu capaz de se apertar a ponto de reduzir a 1/10 do seu tamanho original a cada dor que tu passa. Nesses 30 dias, eu enlouqueci absurdamente um pouco, briguei horrores outro tantinho, chorei um verdadeiro mar de lágrimas tentando te entender, te ajudar, tirar tua dor ou mesmo de pura exaustão física. Foi intenso, desbravador, curioso, encantador, extenuante. E eu simplesmente não me vejo mais existindo sem essa montanha-russa emocional que tem sido sermos mãe e filho. Meu mundo não existe mais sem tua presença. Que coisa maravilhosa poder conviver contigo e estar do teu lado a cada descoberta, a cada realização. Eu sou muito feliz por ser tua mamãe.
Parabéns, meu filhote grande, crescido, maduro do alto de seu 1 mês de existência!










